Ser Clara

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Clara é uma jovem brasiliense, de 27 anos, que está envolvida com os preparativos do casamento de sua melhor amiga, Laura. Durante a festa conhece um médico rico e famoso, o homem dos sonhos de qualquer mulher. Porém, acaba se envolvendo com um colega de adolescência. Mal sabe ela os obstáculos que viverá pela frente, tais como uma sogra desesperada e até mesmo tentativas de assassinato, até que consiga decidir o que quer da vida.
Trata-se de um livro de linguagem simples e atual, que descreve o cotidiano, os sonhos e as aventuras de uma mulher vivendo entre a realização de uma vida independente e o desejo de conhecer e viver um grande amor.
Clara, Laura, João Thomas, Léo são personagens que encontramos em nosso dia a dia, no trabalho, nos bares, nas festas. Um passeio pelos desejos e sonhos do imaginário feminino.

 

"Para quem busca um livro engraçado e leve, um chick-lit de primeira categoria, muito bem escrito e que eu tenho certeza que vai te fazer dar boas risadas, o livro é mais do que recomendado. Garanto boas risadas de dar caimbras na barriga, risadinhas envergonhadas, gargalhadas gostosas e uma boa dose de diversão".

Raphaela - Equalize da Literatura (http://equalizedaleitura.blogspot.com.br/)


"O livro de Janaina Rico é extremamente divertido e envolvente. Clara é uma personagem maluquinha e garante muitas risadas ao leitor. Ela também é uma pessoa muito amiga e prestativa".

Vanessa Vieira - Nessa News (http://newsnessa.blogspot.com)

"Adorei realmente a forma como a Janaina escreveu , e a descrição dos personagens e tudo mais; e ainda mais por causa do gênero ser Chick Lit".

Camila Soares - The world of books (http://www.worldsofbooks.blogspot.com.br/)

"Acho que posso dizer que não li Ser Clara. Eu devorei Ser Clara! E a culpa disso é a própria Clara. A personagem principal do livro de Janaina Rico é uma daquelas mulheres completas, com todos os seus complexos e complexidades. Clara faz burrada, perde a cabeça, tem medo das reações que as pessoas vão ter a suas atitudes... Ela tem loucuras, emoções, TPMs, irritações. Desconta nos outros, desconta em si mesma. Ponto pra Janaina, que acertou em cheio nos toques femininos de sua personagem, sem se perder no exagero!"

Murphy'sLibrary - http://br.murphyslibrary.com/

Janaina me surpreendeu de todas as formas possíveis entre um enredo ótimo, personagens muito legais e um mistério colossal que me fez desconfiar das pessoas erradas, culminando num final que eu jamais esperaria.

Matheus Goular - Bobagens e Livros (http://bobagenselivros.blogspot.com.br/)


 
   

Mais claro é impossível

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Que eu tenha conhecimento, este é o mais contundente relato da classe média/ média da sociedade brasileira atual, estampado por Janaina Rico, no romance Ser Clara. São Carlos: Pedro & João Editores/2009. Um elenco de criaturas na faixa dos 30 anos de idade que se contenta em viver num apartamentozinho alugado, um carro comprado através de financeiras, algumas roupas e sapatos, adquiridos no cartão de crédito e uma tonelada de cosméticos. O que importa é ter um corpinho aparentemente saudável, bonito e elegante.
A cabeça é uma cabaça: oca. Ninguém lê um livro; ninguém discute sobre os problemas da humanidade; sequer faz qualquer comentário sobre uma manchete de jornal, sobre os problemas do País, da sociedade da qual faz parte, da infância e juventude, de idosos, do rurícola ou citadino; do indígena (estes, quando aparecem, são queimados, em praça pública). Seus diálogos ou expressões são salpicados de termos de um inglês de cais de porto, para mostrar o “alto nível de erudição”. Então vemos paper, no lugar de papel; new, de novo; music, de música, e outros no mesmo nível. Eu até já comentei sobre essa papagaiada, lembrando que essa moda não indica inteligência, nem cultura, uma vez que na população dos países de língua inglesa há milhares de imbecis, falando inglês.
Política, filosofia, religião, saúde, educação, economia, transportes, urbanismo, ecologia, nada disso desperta o interesse dessa geração.
Os destaques ficam para aqueles que tem uma mansão, um carro importado e algum saldo bancário. São os considerados “ricos”, como a personagem principal desta obra: toda uma descendência de médicos bem situados, sem que constitua uma dinastia, mas é o rico.
O único ponto de convergência de toda faixa etária enfocada, sem ética, sem normas, sem freios e sem limites é o sexo. Sexo regado com muito álcool (e drogas, embora estejam ausentes da narrativa de Janaina, mas são indispensáveis na realidade dessa gente). Sexo compulsivo com ampla abrangência: dependendo da oportunidade, o relacionamento pode ser hétero, homo ou bissexual.
Ser Clara, de Janaina Rico, é o tipo de romance, como a obra de José Lins do Rego o é para o ciclo da cana de açúcar no Nordeste brasileiro, que se presta de base a estudos sociológicos, ou teses universitárias sobre a juventude brasileira atual, freqüentadora de bares noturnos.
Não afirmo que Janaina Rico descobriu a pólvora, nem que essa problemática é apenas brasileira. Bom Dia Tristeza, de Françoaise Sagan e Laranja Mecânica, de Anthony Burgess, já deram esse grito de alerta, que desembocou no Admirável Mundo Novo, de Aldous Haxley.
Se este é o caminho da humanidade, eu não sei. Não sou vidente. O que sei é que a cada dia a imprensa registra fatos estarrecedores de uma juventude sem estrutura, sem ideologia, sem amor, sem rumo. Dominada pelo sexo, pelo álcool e pelas drogas. Exemplos individuais eu poderia citar milhares, mas prefiro recomendar melhor observação a cerca do comportamento dos nossos jovens nos estádios de futebol, nos bailes e espetáculos populares. Desse meio saíram as personagens do romance Ser Clara. Maior clareza, talvez, se possa encontrar no segundo livro da narradora por excelência Janaina Rico. Vou aguardá-lo.

Recife, fevereiro de 2010.
*
Cyl Gallindo é jornalista, escritor e conferencista. Trabalhou na Assessoria de Comunicação do Senado e foi repórter, redator, editor e colunista de jornais de Pernambuco, Brasília e Mato Grosso, além de correspondente do Jornal de Letras(Rio) e da Academia de Letras e Artes do Nordeste Brasileiro. Participa do Instituto Histórico e Geográfico do DF e da Academia de Letras do Brasil – Brasília/DF, da Associação Nacional de Escritores/ANE e também da UBE-PE. Foi membro (fundador) do Conselho Municipal de Cultura do Recife. Representa, no Brasil, Francachela – Revista Internacional de Literatura e Arte, editada na Argentina, onde está com um dos seus livros de contos traduzido, no prelo da Editorial Francachela. Tem outros trabalhos traduzidos para o espanhol, o alemão e o francês. Faz parte do Conselho Editorial da Revista Encontro, do Gabinete Português de Leitura/PE. Sua obra publicada compõe-se de 13 livros de contos, ensaios e poesias, além de prefaciar dezenas de livros, entre os quais Canudos e Outros Temas, de Euclides da Cunha, publicado pelo Senado Federal. Tem verbetes na Enciclopédia de Literatura Brasileira, de Afrânio Coutinho, alguns Dicionários de Literatura, e sites na Internet.

 

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