Perigo na noite

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Ela mexeu lentamente seu corpo na cama. A mente ainda estava meio confusa, um tanto quanto embriagada. Aos poucos foi se dando conta de que tinha ido dormir completamente bêbada. Esforçava-se para lembrar dos seus últimos passos na noite anterior. 

Com medo de abrir os olhos, tateou seu corpo e percebeu que estava nua. Não sabia como tinha ido parar ali. Em que lugar estaria? Se pudesse, permaneceria de olhos fechados para o resto da sua vida. 

Instintivamente, foi chegando o corpo um pouco para trás e de repente um pânico tomou conta de sua alma. Tinha mais uma pessoa deitada ali com ela, que ao sentir que foi tocada passou o braço por cima de seu corpo delicado, envolvendo-a em uma conchinha. Ela sentiu o coração disparar e a boca secar em um segundo. Poderia estar em grave perigo. 

Tinha que criar coragem para abrir os olhos. Necessitava saber onde estava. Poderia ter que sair correndo, ligar para polícia, chamar ajuda dos médicos. Já recebera emails o suficiente na sua vida para conhecer aquelas histórias de pessoas que têm os rins retirados por uma quadrilha internacional de tráfico de órgãos e são deixadas em banheiras cheias de gelo. Aquele poderia ser o seu fim.

Quando finalmente criou coragem para abrir os olhos, seu susto foi ainda pior. Estava na sua casa, no seu quarto. O perigo era maior. Ela levara um estranho para seu lar! Ele poderia roubar sua televisão nova, que ela ainda estava pagando o carnê! Ou achar a chave do seu carro e levá-lo sem que ela pudesse fazer nada para evitar. 

Estava com medo, muito medo! Para que beber daquele jeito? Onde estava com a cabeça? E se o cara fosse um feioso esquisito com mau hálito? E se ele tivesse convicções religiosas que permitissem matar a mulher com quem  passou uma noite de sexo? 

Precisava ser mais valente e se virar naquele exato momento para saber quem era aquele ser que se achava no direito tão intimo de abraçá-la daquela forma. 

E, qual não foi seu alívio ao perceber que era o seu marido! É que tinha tanto tempo que ele não fazia um carinho na sua cabeça e não arrancava a sua roupa em uma noite de embriaguez que foi difícil identificar. Mas não é que o porre valeu a pena?

 

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