Autorreflexões

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Um dos grandes mistérios da vida é que, por mais evoluídos que sejamos, jamais conseguiremos enxergar o mundo sob a ótica do outro. Literalmente falando. Podemos desconfiar, supor, imaginar... Mas saber exatamente o que está sendo captado na retina alheia, é missão impossível. Então, só me resta perceber o mundo sob o meu ponto de vista. E, para piorar, só posso julgar a mim mesma. 

Volta e meia me pego analisando minhas atitudes e meus pensamentos. Terei eu sido justa e honesta? Meu posicionamento foi coerente com a minha ideologia ou entrei em contradição? Fiz o melhor possível (ah, esse meu passado de escoteira) para mim e para o próximo?

De tempos em tempos, preciso entrar na minha alma e vistoriar cada cantinho da minha existência. Confesso que algumas vezes sinto vergonhas e arrependimentos, mas estranho seria se eu não sentisse. Se eu acreditasse piamente que estou sempre certa e que nada que fiz saiu dos eixos, estagnaria em um lugar muito triste, onde não há crescimento ou evolução. 

É muito ruim errar. Mas é muito bom perceber que não acertei, pois só assim sou capaz de encontrar a pegadinha do Malandro que apliquei em mim mesma e não repeti-la no futuro. Enxergar vários lados de uma mesma moeda me abre possibilidades e me deixa mais consciente do papel que exerço no mundo e qual a minha importância não só na minha vida, mas naquela de quem me rodeia. 

Necessito parar de vez em quando, deixar tudo um pouco de lado, e me colocar em primeiro plano. Ter a sensibilidade de perceber o que realmente estou sentindo, fazendo, dizendo, construindo. Saber ser madura o suficiente para perceber o que se passa no meu corpo e no meu coração, para só assim seguir adiante na caminhada longa, árdua e gostosa chamada vida.

Só assim, depois de fechar para balanço e fazer algumas análises internas, serei forte e segura o suficiente para seguir adiante, me conhecendo e me amando como eu realmente mereço.

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