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Não consegui atualizar o diário de viagem nos últimos dias pelo único motivo de: tô cansada pra caramba! Essa coisa de passar o dia todo ali no pavilhão do Anhembi deixa a gente acabada, viu?

No domingo o dia foi de muita animação com o lançamento do Cartas para um pai. O estande da Qualis ficou lotado o dia inteiro e eu radiante em dar autógrafos para leitores novos e antigos. Foi um barato! Distribuí muitos brindes, fiquei feliz pra caramba e tirei um bocado de fotos. 

Ah, preciso dar os parabéns para minha querida amiga Roxane Norris que autografou nada mais, nada menos do que 2 horas seguidas! Fiquei radiante por ela! 

De noite, eu, ela, o Danilo Barbosa e mais vários amigos participamos do bate-papo da The Gift Box. O auditório tava lotado! Pudemos contar um pouco da nossa história e nossas carreiras. Mais um momento de muita emoção. Guenta coração! 

Fiquei também um bom tempo no estande da Universo dos Livros! É impressionante. Cada dez minutos que passo lá dou pelo menos uns três ou quatro autógrafos. O povo tá levando muito do livro Tardes Sensuais e isso me deixa toda prosa! E quando tiram foto de mim para me colocar no instagram da editora? Me dá uma coisa louca por dentro, parece que ainda não consigo acreditar que sou uma autora mesmo daquela editora que eu sempre admirei tanto! Sou boba? Totalmente! Não tenho o menor problema em assumir. Mas é algo muito louco ver meu nome brilhando ali, naquela capa! E o frio na barriga que dá em saber o número de pessoas que vai ler meu texto? Ai, meu Deus! Melhor mudar de assunto antes que eu fique muito ansiosa por aqui! 

Na segunda-feira a Bienal estava mais um pouco vazia. Fiquei durante o dia passeando de lá para cá, até que no final da tarde recebi a notícia enlouquecedora que o “Sensualidade e erotismo para leigos” esgotou. Mas como assim, gente???? Em apenas 3 dias esgotou??? Sim, esgotou! A autora aqui ficou doida de alegria, pulou, comemorou, chorou!!! Gente, pelo amor de Deus, existe alguém mais besta que eu? Eu vibro mesmo!!! 

No final do dia tivemos o bate-papo Eu leio Brasil no estande da Astral Cultural, na arena Toda Teen. Foi muito maneiro!!!! A plateia estava recheada de autores e blogueiros e no palco tivemos as presenças de Josy Stoque, Luciane Rangel, Roxane Norris, Mila Wander, Robson Gabriel e LM Gomes! Foi incrível perceber como a literatura nacional evoluiu e os escritores hoje tem casa editorial, público, fãs! Fiquei toda boba mais uma vez! E haja a Janaina a chorar nessa Bienal! 

Terça-feira foi um dia mais paradão. A feira em si estava vazia e por isso, desconfiando que hoje seria assim também resolvi tirar o dia para ficar em casa. Está frio, me enrolei debaixo das cobertas, e nessa energia boa que estou da Bienal acabei escrevendo dois capítulos do meu livro novo! Doida pra ter alguma coisa para apresentar para vocês nos próximos tempos. Imagina! A louca tá lançando três livros na Bienal e quer mais??? Sim, vocês merecem sempre o meu melhor! 

 

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Ontem cheguei tarde na Bienal e nem filmei muita coisa. Eu estava muito nervosa com os eventos que estavam para acontecer e preferi deixar para chegar mais pertinho do momento de rolar. O frio na barriga sempre se instala quando algo de muito importante está chegado e encontrar os meus leitores é uma das coisas mais preciosas que tenho na vida. 

Comecei com o workshop da Amazon. Foi simplesmente espetacular! O estande ficou lotado e pude falar sobre o que eu mais amo no mundo: a criação de livros. Foi um momento maravilhoso, ver os olhos brilhando de jovens escritores, querendo um espaço nesse louco mercado editorial. Amo ser professora de escrita criativa e todas as vezes que posso ajudar um iniciante me sinto fazendo algo realmente gratificante. 

Depois fiquei algumas horas com revoadas de borboletas passando pelo estômago. Esperei por anos para finalmente pegar o meu livro “Sensualidade e erotismo para leigos” pronto. E quando eu cheguei no estande da Alta Books e vi aquela pilha linda de livros nem fui capaz de raciocinar. 

Não existe sensação no mundo capaz de descrever o que é ver um livro ser publicado depois de quase quatro anos de pesquisa e muita luta na escrita. O “Sensualidade e erotismo para leigos” teve o seu lançamento ontem e foi muito melhor do que eu sonhei. 

É mágico, é encantador, é enlouquecedor ver esse livro. O evento foi delicioso e autografei bastante, para amigos/leitores e fiquei tão feliz que nem dá para escrever mais nada.

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E finalmente o dia chegou. Estou em São Paulo, com o coração louco mas pronta para viver todas as emoções que a Disney dos escritores proporciona. É a quarta ou quinta edição que participo e ainda não me acostumei com o frio na barriga que dá. 

Ontem acordei muito mais cedo do que precisava tamanha a ansiedade. Eu só precisava estar no Galeão às 7h, mas às 4h eu já estava de pé fazendo uma décima verificação de tudo o que tinha que levar. Eu enchi duas malas, uma mochila e mais uma caixa de coisas, brindes, amores, roupas, equipamentos eletrônicos… Enfim, uma trabalheira danada. 

Peguei o tal do Uber e segui pro Galeão com o coração na mão, mas já tomei um prejuízo violento na hora de despachar as bagagens. Claro que com esse tanto de coisa a Avianca não ia deixar barato e me cobrou 110 reais de excesso de bagagem. Sofri! 

O vôo foi super tranquilo, com direito a assistir The Big Bang Theory e comer um sanduíchinho daqueles que eles servem, durou 45 minutos. Menos tempo do que levei no Uber do aeroporto de Guarulhos até o apartamento onde ficarei hospedada, que me tomou 50 minutos. 

A Qualis Editora alugou um apartamento para todas as duas escritoras na Bela Vista. É muito lindo! Tem dois quartos grandes, uma sala enorme, e uma cozinha em estilo americano. A decoração é de primeira qualidade e depois eu postarei umas fotos. 

Nem bem deixei as malas no quarto e já rumamos para o Anhembi. O pessoal da entrega dos livros da Qualis já estava lá e tínhamos que ser rápidos. Mas o apê é bem pertinho da feira, o que facilita a vida. 

Assim que cheguei não me queriam deixar entrar. O dia ainda não estava aberto para autores, e eu, com meus planos de filmar e fotografar tudo, fiquei frustrada. Mas aí a Simone Fraga conseguiu me cadastrar como expositora e eu entrei tranquilamente. E pude ver como está tudo ficando lindo! 

Tem estandes enlouquecedores como o da Rocco que criou o universo do Harry Potter. Já tirei várias fotos! O famoso trono da Guerra dos Tronos já está lá e tem uma Mônica gigante que dá vontade de abraçar. 

Mas é claro que os três que eu fiquei mais empolgada são aqueles que têm os meus livros… A Qualis Editora deu um show com uma decoração ampla e moderna, em preto e amarelo, dando maior destaque aos livros. Da área que ela está é de longe o estande mais bonito! A Alta Books me deixou com os olhos cheios d'água ao ver a minha foto em destaque na entrada do estande. Foi a primeira vez que passei por isso e a emoção foi grande. E a Universo dos Livros está pomposa, linda, no meio da Bienal com um design lindo e clássico. 

Muito bem, tenho 10 dias para me dividir entre esses três espaços! Que seja o começo de muita alegria. Hoje eu não tenho nenhum compromisso marcado na agenda, mas estarei por lá, passeando, tirando fotos e vendo amigos, afinal de contas isso é que é o mais importante. 

 

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Coração batendo freneticamente já na hora que eu acordo. É exatamente assim que estou hoje: louca, agoniada, esperando que chegue logo a hora de ir para a Bienal e ao mesmo tempo com aquele frio na barriga com o momento que realmente chegar. 

Mas antes de falar da ansiedade de hoje deixa eu falar de como foi o meu dia de ontem! 

Cheguei na Bienal lá por volta de meio-dia. Estava meio vazia, com poucas visitações escolares, mas como era hora de almoço não tinha muita gente. Fui direto para o estande da Qualis onde é o meu quartel-general e já comecei a encontrar amor. Conheci a Lucy, que sempre bateu altos papos virtuais comigo mas nunca tínhamos nos visto. 

Nem bem coloquei os pés no estande e já autografei um 100 dias de sensualidade, que uma leitora linda estava levando. Já fiquei feliz da vida! Depois segui para o estande da Universo dos Livros e encontrei um monte de gente legal, começando pelo meu lindo amigo Danilo Barbosa, que eu estava morrendo de saudades dele.

 

A felicidade cresceu no meu peito pois cheguei no estande da Universo no momento em que eles estavam repondo a pilha do livro Tardes Sensuais, ou seja, já tinha sido vendido bastante. Pense numa mulher que já ficou toda sorrisos… 

Passei um bom tempo ali e aqui, me dividindo entre os dois estandes, espalhando beijos e abraços, e autografando muito! Cara, eu fiquei impressionada em como mesmo com a Bienal tão vazia eu autografei tanto livro! Foi sensacional! 

No final do dia fui convidada para um coquetel muito legal que teve no estande da Astral Cultural. Me senti muito VIP! Um monte de gente bonita, comida e bebida gostosa e muita animação! Foi lindo de bonito! 

Agora hoje… 

Tenho dois eventos. Primeiro, 14h, darei um workshop de escrita criativa com a minha querida amiga Bianca Carvalho, no estande da Amazon. Será muito bacana poder conversar com toda galera que quer escrever no KDP! 

Em segundo e que está me deixando com pedras de gelo na garganta e revoadas de borboletas no estômago, hoje tenho a sessão de autógrafos do Sensualidade e Erotismo para leigos, no estande da Alta Books! Preparei brindes com o maior amor do mundo para meus queridos leitores! Espero ver todo mundo, 17 horas, com o maior sorriso do mundo!!!! 

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Amsterdã é a melhor cidade do mundo. E o motivo um só: muita diversão garantida tomando todo o meu tempo. A capital holandesa é linda, pulsante, rica! 

Chegamos no começo da tarde e fomos direto para o hotel, que fica nos arredores da cidade. Bem bonitinho, mas sem grandes luxos. Uma coisa que eu aprendi é que realmente os hotéis europeus não tem o costume da coisa do “café da manhã incluído”. Geralmente é muito caro, valendo mais a pena comer em uma padaria ou lanchonete. 

Deixamos o carro no estacionamento e pegamos um ônibus do hotel que nos levava para a estação de trem que fica no aeroporto. De lá, seguimos para a estação central, onde o meu filhote nos esperava. Ele estava realmente muito ansioso para nos apresentar o que foi o seu mundo de diversão no último ano. 

Nem bem demos os primeiros passos e demos de cara com o museu do sexo. Nem pensamos duas vezes e já entramos lá. O ingresso de quatro euros foi um dos melhores investimentos que eu fiz em toda a viagem. O lugar é um barato! Várias obras de arte, fotos, história do sexo e muita coisa engraçada. Tirei um bocado de selfies, pena que não pude colocar todas no instagram. Fiquei impressionada ao saber que em 1890 já se tinha um vasto material de fotos pornográficas. E era muita coisa cabeluda! Nada de foto só de beijinho! Coisas bem explícitas, sexo grupal, sadomasoquismo, posições muito loucas! A galera já era bem saidinha! 

Ficamos bem umas duas horas lá dentro. E eu só saí porque o resto do grupo queria. Por mim, eu ficava lá mais um tempão, olhando foto por foto, os vários vídeos, e coisas antigas do sexo. Já me deu vontade de voltar ali para fazer pesquisa para um livro novo! 

Depois saímos caminhando na via principal. E sim, aquilo que dizem de Amsterdã é verdade: todo mundo fuma maconha no meio da rua. Não poderiam, pois a lei diz que é permitido fumar apenas em coffee shop, mas discretamente (ou não) as pessoas acendem o seu baseado e fumam tranquilamente. A cidade tem o cheiro da cannabis. 

Paramos para jantar em um restaurante argentino e por 11 euros matamos a saudade de um belo bife. Estava meio sem sal, é verdade (o meu é muito mais gostoso) mas deu para quebrar o galho. Vinha acompanhado de arroz ou batata frita. E fiquei feliz da vida pois a cerveja que eu pedi veio gelada. Aliás, beber Heineken na cidade da sua fábrica é uma coisa divina! 

Continuamos andando e vendo várias lojinhas de presentes. É engraçado pois as lembrancinhas são divididas em dois temas: tamancos e maconha. Então, todo presentinho que alguém trouxer de Amsterdã ou fará referência aos calçados famosos deles, ou ao baseadinho básico da galera. 

Caminhamos, caminhamos, caminhamos e chegamos na tão badalada Red Light (Luz Vermelha). Ela é uma rua, cortada por um canal (como quase toda a cidade), onde dos dois lados tudo (absolutamente tudo) faz referência a sexo. Museu da prostituição, casas de shows eróticos ao vivo, um sem número de lojas de artigos eróticos, e claro, as famosas janelas! As prostitutas ficam ali, sorrindo, chamando clientes, se exibindo. Enquanto isso, turistas curiosos do mundo inteiro passam vendo. Uns de olhos arregalados, outros rindo e um infinito de jovens rapazes entrando e saindo das cabines, pelo valor de 50 euros. Vi umas moças muito bonitas e outras moças muito feias. Vi vários biotipos. Vi transexuais. Mas não vi negras nem orientais. Detalhe importante: é proibido tirar fotos.

Depois, minha mãe e o Luiz sentaram para tomar um café e eu e Samuel entramos em um coffee shop que ficava em uma travessa. Mesmo que o Luiz quisesse entrar ele não poderia. Eles são muito criteriosos com esse lance de ser maior de idade para entrar em um. Da mesma forma que onde se vende maconha não se vende bebida alcoólica e vice-versa.

O coffee shop era a coisa mais gostosa do planeta. Do lado de dentro ficava um balcão onde se vende chá, café, essas bebidinhas chiques. E do outro lado do balcão um cardápio com vários tipos de maconha. Eles mesmos falavam que o preço deles era diferenciado (leia-se mais caro) por ser tudo orgânico, livro de agrotóxicos, sem venenos. Um cigarro de maconha já pronto para fumar custa em média 4 euros. Pedi um bem light. O Samuel ficou rindo da mais cara pois eu falei um milhão de vezes: o mais tranquilo, o mais suave, o mais soft, o mais de gente que é fraquinha. Minha mente de achar que isso tudo é errado não me deixou sentar e acender ali. Coloquei o cigarro na bolsa, me achando muito moderninha e pra frente, por comprar maconha legalmente. 

Minha mãe e meu filho ficaram meio decepcionados quando não me viram doidona. Eu falei tanto que fumaria tudo o que tinha direito na Holanda que quando eu voltei sóbria, fizeram piadas dizendo que eu sou “café com leite”. Já passava das dez da noite e ainda estava claro, como se fosse seis da tarde. Voltamos para o hotel e eu ainda não estava acreditando que tinha passado um dia inteiro em Amsterdã. 

Acordamos cedo e seguimos para a estação central. Compramos um passeio para um city tour de barco. Honestamente, eu não recomendo. O lado bom é que o guia turístico vai explicando como a cidade se formou, como ela cresceu e tal. Mas aquele balancinho do barco, com a voz baixa do cara, somados ao cansaço da viagem toda, foi me dando um soninho gostoso… E pelo que eu olhei, não foi só comigo, pois teve uma japonesa que dormiu de roncar, e uma italiana que tacou o óculos de sol na cara para disfarçar sua soneca. Treze euros que eu gostaria de ter investido em outras coisas. 

De tarde, eu e Samuel tiramos um tempinho só para nós dois. Primeiro passamos em um coffee shop chamado “The Bulldog”. Completamente diferente do primeiro que fomos, era um ambiente fechado, escuro, com uma música muito alta e muita fumaça de maconha. Da mesma forma, é proibido álcool e cigarro comum lá dentro. Sentamos e eu fui ao banheiro. Tirei algumas coisas da bolsa e acabei esquecendo a minha carteira lá, e nem me dei conta. Depois sentamo-nos em frente ao balcão e finalmente tive coragem de acender o meu baseado. Assim que o efeito começou (como eu comprei o mais light existente no planeta, a sensação foi bem fraquinha, gostosa e relaxante, como se eu tivesse acabado de meditar) quis sair daquele ambiente fechado e barulhento para caminhar pelas ruas lindas de Amsterdã. E só fui me dar conta que minha carteira não estava comigo quando já tínhamos andado umas três quadras, e uns 50 minutos se passado. 

Todo o relaxamento foi para o espaço! Ali dentro tinha o meu passaporte, minha carteira de habilitação, meu dinheiro… Entrei em desespero. Eu e Samuel saímos correndo feito loucos e eu pedindo para todos os santos que eu já ouvi falar para que milagrosamente ninguém tivesse sentido vontade de fazer xixi e entrado no banheiro. Com o coração saindo pela boca, entrei no The Bulldog e fui direto ao sanitário, e para o meu pânico completo minha carteira não estava lá! 

Senti meu corpo inteiro gelar! O cara que estava sentado ao meu lado permanecia ali e por desencargo de consciência perguntei se ele tinha visto a minha carteira. Nessa hora o inglês fluiu perfeito, o nervosismo me fez ficar mais fluente que a Rainha Elizabeth. E para nossa alegria, ele me reconheceu e disse que a atendente tinha guardado a minha carteira. Que alívio! E quando eu abri, nenhuma das minhas moedinhas tinha sido retirada de lá de dentro. 

Depois desse susto todo eu resolvi que tinha o direito de me divertir. Tomei um café, Samuel tomou uma cerveja, e voltamos a passear pela red light. Os shows eróticos eram todos muito caros, mais de 40 euros por pessoa. E então eu vi uma placa dizendo “cabine privada por dois euros”. Opa! Interessou. 

Fui até o balcão e perguntei para o cara “é um vídeo erótico, é como um filme?”. E não entendi o que ele me respondeu, cheio de sotaque. Então perguntei de novo “mas é tipo um filme?”. Ele bateu no balcão e disse gritando “LIVE” (ao vivo). E eu bati de volta no balcão e gritei para ele “SORRY” (desculpa) e saí rindo. Fomos então para a tal cabine. Ela consistia no seguinte: seis cabines em torno de uma cama redonda. Tem uma janela de vidro separando o público da dançarina. Cada um que entra em uma cabine coloca uma moeda de um euro para assistir um minuto. Uma mulher bem bonita fica dançando nua. Se você quiser assistir mais tempo, basta colocar mais moedas. Quando acaba o seu tempo, sua cabine fica escura e você não consegue ver mais nada. É uma coisa completamente voltada para o tesão masculino, bem visual. Pessoas com claustrofobia não aguentariam 10 segundos em uma daquelas cabines. Não posso dizer que fiquei excitada mas foi uma experiência interessante. 

Marcamos de reunir todo o grupo por volta das 8h30 da noite, pois as 9h iríamos para um karaokê que o Luiz gosta muito. Foi sensacional! No começo eu fiquei meio tímida, com medo de pagar mico cantando em inglês. Funciona assim, a cada cinco euros que você gasta no bar, pode cantar uma música. Perdi a vergonha na cara e cantei Dancing Queen do Abba! Foi muito maneiro! A plateia toda cantou comigo e eu me diverti a valer.