Berlim, 07 de junho de 2016

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O dia de ontem foi muito cansativo, porém extremamente divertido e enriquecedor. Acordamos cedo em Laag Zuthen, e meu filho foi logo encontrar conosco. Na hospedaria, o dono havia perguntado no dia anterior o que gostaríamos de comer no café da manhã e pedimos uma comida tipicamente holandesa. Sendo assim, ele nos serviu bacon com ovos (o bacon é diferente de todos os outros que eu já havia comido. Bem sequinho, sem gordura, uma delícia!), vários tipos de pães, queijos e defumados. Os holandeses comem pão com chocolate granulado, o que meu filho pelo visto gostou bastante. Também tinha iogurte e várias geleias. Não é muito diferente do que estamos acostumados no Brasil.

Por volta das 10 horas nos despedimos da hospedaria (pagamos 22 euros por pessoa, com o café da manhã incluso) e da família que está recebendo o Luiz e fomos dar uma volta na cidade. Que coisa mais linda! Quase ninguém na rua, tudo muito limpo, calmo e silencioso. As pessoas que estavam passeando por ali, todas em suas bicicletas. Dava a sensação que o único carro rodando na rua era o nosso.

Paramos em um supermercado para fazermos comprinhas para a viagem até Berlim. Deu vontade de comprar tudo! Maçãs, peras, nectarinas, morangos… Eu comprei um biscoito delicioso, que é crocante, com uma cobertura de chocolate e pedrinhas de flor de sal em cima (o que aliás estou comendo agora enquanto escrevo meu diário) . O que me impressionou na hora em que abri o pacote é que o biscoito que peguei era exatamente igual ao da foto na embalagem, nada daquilo que acontece no Brasil de a foto do lado de fora ser linda, mas o biscoito ser todo melecado ou amassado. Também pegamos bolachas salgadas, algumas frutas, chocolates, amendoim, salsicha enlatada (coisas do meu marido…) e água. Gastamos 10 euros lá.

Pegamos o carro e colocamos Berlim no GPS. Rodamos por várias ruazinhas lindas na Holanda, atravessando cidades. Ô povo que anda de bicicleta! Gente de todas as idades! Mas depois de mais ou menos uma hora, percebemos que o GPS estava nos levando para o outro lado. Ajustamos e aí sim pegamos o caminho certo.

As pistas na Holanda são ótimas. Dá vontade de dirigir. Eu nunca tinha visto motoristas tão gentis e educados.

 

Eu achava que quando passássemos na fronteira teria pelo menos uma barreira, um posto de fiscalização, alguma coisa assim. Nada disso! Só tem uma placa indicando a mudança de Holanda para Alemanha. Fizemos uma pequena festinha no carro comemorando por estarmos em um novo país.

Na Alemanha a estrada não é tão boa quanto na Holanda e os motoristas não são tão gentis assim. Mas ainda assim, dão de 10 a zero no Brasil (ou de 7x1 se quisermos fazer uma piada futebolística). Passamos o dia todo na estrada. Eu dirigi metade do dia e meu marido a outra metade.

Pagamos dois micos quando fomos abastecer. O primeiro é que eu estacionei errado e não conseguia colocar a mangueira perto, pois aqui o posto é self-service. E depois, quando fomos pagar na loja de conveniência, cheguei falando inglês normalmente, como estávamos fazendo na Holanda. A atendente ficou bem brava comigo.

Por fim, quando chegamos em Berlim e fomos para o apartamento que tínhamos alugado (ou melhor, pensado que) descobrimos que o booking não finalizou a reserva e não tínhamos lugar para dormir. Já era 9 horas da noite, mas o dia ainda estava muito claro, como se fosse umas 4 da tarde. Por isso não ficamos tão preocupados, mas aprendemos que quase ninguém em Berlim fala inglês. Foi agoniante, me senti como uma idiota, e percebi o que os gringos passam na nossa terra. Pelejando muito, conseguimos uma internet e vimos onde tinham hotéis. Ficamos hospedados no Generator onde, para a nossa alegria, todo muito falava inglês e nos trataram muito bem.

Depois de deixarmos as malas, saímos para tomar uma cerveja alemã de verdade. Um copo de um litro custa 4 euros e me relaxou profundamente, da maneira que eu precisava.

 

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