Praga, 10 de junho de 2016

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Saímos de Berlim logo cedo e pegamos o carro rumo a Praga. Vivemos uma pequena aventura que eu chamei de o “terrível dia em que não encontrávamos nunca um posto de gasolina”. O carro me avisando freneticamente que o combustível estava acabando e nada de a gente encontrar os postos que o GPS nos avisava. Foi o primeiro estresse de verdade que passamos desde que chegamos aqui.

Mas, finalmente conseguimos encontrar um já na saída da cidade. Aproveitei para descer na lojinha de conveniência e comprei uma espécie de almôndega, que servem com um pão, bem gostoso. O café em Berlim é muito caro. Não encontrei nenhum lugar que custasse menos de dois euros e cinquenta. Deve ter em outros lugares menos turísticos, mas infelizmente não tive tempo de descobrir.

Seguimos na estrada rumo à República Tcheca. Mais uma vez fiquei impressionada com a mudança que acontece nas estradas e na paisagem assim que atravessamos a fronteira. E, obviamente, nas placas. Me deu muita agonia porque eu não entendia absolutamente nenhuma palavra em canto nenhum, e não existia nenhuma referência em inglês. Fiquei pensando “se esse povo for tão bravo como o povo alemão, vou tomar mais uma meia dúzia de foras por aqui”.

Mas, para minha surpresa, assim que paramos em uma lojinha de conveniência para esticar as pernas depois de 4 horas de viagem (uma viagem deliciosa, divertida e que passou muito rápido) e usar o banheiro, minha mãe e meu enteado perguntaram para a atendente (na mímica) e ela foi de uma simpatia única! Mostrou onde era o banheiro e nos ensinou como ele se chamava (a palavra parece muito com “toalete”, facilitando a nossa vida), nos ensinou como usar a máquina de café e nos deu muitos sorrisos.

Seguimos para a casa que alugamos em Praga, mas o passeio por dentro do país até chegar lá é deslumbrante. Uma paisagem maravilhosa, casinhas lindas, rios, castelos… Fiquei de boca aberta, tirando um milhão de fotos e filmando tudo.

Por fim, chegamos no nosso destino. A dona da casa é uma senhorinha muito legal. Não fala uma palavra de inglês, mas não tirava o sorriso do rosto, se esforçou para nos ensinar tudo e, no seu tcheco misturado com o nosso português, conseguimos entender onde pegar ônibus, onde pegar metrô e onde tinha um mercadinho. A casa é uma gracinha, muito bem mobiliada e dá vontade de ficar muito mais que três dias, que foi a nossa reserva.

Fomos ao mercadinho comprar coisas para lancharmos, cerveja, tira-gosto, essas coisas. Aqui não se usa o euro e sim a Coroa Tcheca, mas no mercadinho o atendente recebeu nossos euros e nos deu o troco na moeda local. Aliás, a moeda local dá um capítulo à parte. Ela tem notas de valor enorme, tipo 1000, 500. E tem umas moedas que valem 50, 20. As coisas têm um valor nominal muito alto, e eu to feliz da vida, pois de acordo com o meu marido nossa moeda vale mais. Assim, baratearam um pouco os preços absurdos que a gente vinha gastando na Alemanha.

Já eram umas cinco horas da tarde. Pegamos um táxi e seguimos para o centro da cidade. O taxista falava inglês fluentemente e era lindo! Mas lindo mesmo, do tipo modelo de capa de revista. Ele foi extremamente simpático com a gente, nos deu altas de dicas de onde comer, onde sair para tomar um chopp e onde trocar o nosso dinheiro.

Chegamos e nos deparamos com o centro de cidade mais bonito que eu já vi em toda a minha vida. Parece uma cidade antiga, e é bem cuidada, limpa, organizada. Foi a maior concentração de gente bonita por metro quadrado que eu já presenciei em toda a minha existência!

Rodamos por todo o centro. Várias lojas de orientais vendem produtos derivados da maconha, como pirulitos, balas, chocolates e até temperos para carne. Nessas mesmas lojas vendem cervejas (finalmente elas estão geladas!) e cigarros.

Paramos em um pub muito legal! A atendente deu em cima do meu marido o que o fez ficar com a auto estima encostando no céu, pois ela era linda (assim como o resto de todo mundo que estava ali dentro). Na mesa ao lado uns 20 caras comemoravam a despedida de solteiro de um deles, e tentaram puxar papo comigo e com a minha mãe, mas é quase impossível conversar nessa língua.

Eu bebi uma sangria deliciosa, e depois um drink com proseco. Minha mãe e o Samuel beberam cervejas geladas. Pedimos um frango super apimentado, com vegetais e um molho de queijo. Tudo delicioso!

No final, voltamos de metrô. A viagem foi rápida, barata e confortável. O trem é limpo, seguro. As portas não se abrem automaticamente, temos que apertar um botão. E se eu não visse alguém o fazendo ia ficar na frente da porta o resto da minha vida, pois nunca desconfiaria.

Estou impressionada com a beleza e a simpatia desse povo.

 

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