Praga, 11 de junho de 2016

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Ontem eu conheci o lugar mais magnífico que eu poderia imaginar em toda a minha vida. Foi como se tivessem tirado a minha alma e me levado para uma outra dimensão. Até agora estou me perguntando se aconteceu de verdade ou se é tudo imaginação da minha cabeça.

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Fomos a um castelo medieval de verdade! O Castelo de Praga é um local que todas as pessoas no mundo deveriam conhecer, um ponto obrigatório na vida, como beber água ou fazer xixi. É deslumbrante, enriquecedor e esclarecedor.

Passamos o dia inteiro nele. O primeiro passeio é ao lado do castelo, em uma espécie de jardim botânico. Os reis faziam questão de trazer árvores e plantas de diversos lugares do mundo para demonstrarem o quanto de dinheiro seu reino possuía. Caracas! É de encher os olhos. E o local é muito lindo, tão lindo, mas tão lindo que se a gente ficasse só ali passeando entre as plantas o dia todo, a viagem inteirinha já teria valido a pena.

Depois vamos para o castelo propriamente dito. Funciona assim: existem lugares do castelo que são gratuitos, e lá dentro são dois trechos, um mais barato curto e um mais longo e caro. O maior pode ser feito em dois dias. Como nós não teríamos tempo de conhecer tudo e a programação de hoje tem vários museus, resolvemos fazer o menor. Além dos tíquetes que custaram 250 coroas tchecas, ainda paguei 50 coroas para ter a permissão de tirar fotos.

A primeira parte era a catedral do castelo. Eu nunca tinha visto nada tão bonito e grande ao mesmo tempo. Muitas pinturas no teto, vitrais, estátuas… Uma pessoa que entendesse de história da arte ali ficaria enlouquecida. Confesso que me deu uma agoniazinha quando passamos pelos túmulos. Eu sou uma medrosa assumida! Falando em túmulo, o que mais atraía fotógrafos e curiosos era o de São Nicolau.

Vimos o local onde aconteciam aqueles banquetes e festas. Fiquei me imaginando em um filme, usando aqueles vestidões enormes e bebendo em taças de prata. Em uma saletinha ao lado tinha o trono do Rei. Imagino que ali ele escolhia quem ia degolar e qual o próximo reino que ele queria invadir. E em outra sala anexa, uma pequena biblioteca com livros enormes.

Tinha o quarto do alquimista que parecia muito com a sala do Professor Snape, do Harry Potter. Cheio de tubos de ensaios e garrafas de vidro em formatos curiosos. A cama era pequena e larga, e meu marido ficou me zoando dizendo que eu poderia ser a alquimista pois cabia na cama (dramas de mulher baixinha).

Um momento muito legal foi quando atiramos com uma “besta”. É uma espécie de arco e flecha, mas daqueles de verdade, que os arqueiros usavam para proteger o castelo. Cada um poderia dar três tiros, e eu incrivelmente errei todos! (Ainda bem que eu era a alquimista…) Pelo visto o nosso guardião seria o Luiz pois foi o que fez mais pontos.

Meu marido me deu um lápis com um cristal swarovisk na ponta! Me achei a rainha da nobreza da República Tcheca! Chupa, mundo!

Passamos pela viela onde moravam a pequena burguesia, em suas casinhas minúsculas e uma ao lado da outra, destoando completamente do palácio enorme e espaçoso, onde os nobres ficavam.

Vimos uma exposição de armaduras e espadas. Uma loucura imaginar que eles conseguiam andar, lutar e correr carregando aquele peso todos. Deveriam ser incrivelmente fortes.

O mais impressionante era saber que aquilo tudo ali era de verdade, existiu mesmo e faz parte da nossa história. Aquilo que aprendemos nas aulas de história, vemos nos livros e filmes, toma forma e ficamos assim, boquiabertos, pensando em como o ser humano é grande na sua formação e pequeno na criação do todo.

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