Laag Zuthen, 13 de junho de 2016

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Antes de ontem passeamos pelas ruas e calçadas de Praga. Conheço várias cidades do mundo, em três continentes. E posso dizer, sem sombra de dúvidas, que a capital da República Tcheca é a cidade mais linda e simpática que já conheci em toda a minha vida!

Começamos o dia tomando um café da manhã reforçado em casa. Eu me senti muito “master chef” usando um fogão tcheco para fazer ovos mexidos. Eles usam fogões elétricos (acho que só no Brasil que a gente usa o a gás), e apanhei um pouco para entender como funcionava o exaustor. Mas, no final das contas tudo deu certo. Meu filho foi no mercado e comprou sonhos (são recheados com geleia de damasco e não com creme), queijo, presunto e um bolo de chocolate. Se tem uma coisa que eu fiquei morrendo de vontade de ter na minha casa foi a chaleira elétrica deles.



Lá pelas 10 horas saímos de casa e fomos ao Museu do Comunismo. Foi a única decepção que eu tive em Praga. O ingresso foi o quase o mesmo valor do que pagamos no Castelo de Praga (cento e noventa coronas por pessoa) para não ver nada de bom. O museu está bem detonado, as informações desatualizadas e, se você não falar inglês, não terá como aproveitar nada. Minha mãe ficou boiando, tadinha. E o valor é tão mais alto do que ele oferece, que em menos de uma hora vemos tudo o que temos que ver. Não vale a pena. Mas, como diz o meu enteado, se a gente não tivesse ido não teria como saber.



Depois ficamos batendo perna pelo centro e vi que existem várias opções de shows, balés, peças de teatro, óperas… Praga é uma cidade absurdamente rica em cultura, o que me enlouqueceu. Já planejo uma outra viagem para essa cidade maravilhosa, onde eu possa ficar pelo menos uns 10 dias aproveitando tudo o que ela oferece.



Almoçamos em um restaurante bem no centro da cidade, onde as mesas ficam do lado de fora e os garçons são muito solícitos. (Quando eu estava caminhando para o restaurante passei por dois rapazes ingleses que estavam sentados em um banquinho da praça, tomando cerveja. Um deles terminou de beber e colocou a lata no chão, na mesma hora saiu o segurança da loja atrás e deu um berro para que eles jogassem no lixo. Muitas palmas para o segurança!)



De tarde saímos para bater mais perna. Fomos até uma ponte (que eu idiotamente não anotei o nome) que dá a vista completa do Castelo de Praga. Lá tem o rio Vltava, que ao seu redor tem restaurantes, cafés e bares. Muitas lojinhas alugam pedalinhos e caiaques. Eu, minha mãe, Samuel e Luiz alugamos um para nós quatro. Que coisa mais deliciosa do mundo! Por uma hora ficamos pedalando, pegando um solzinho, curtindo a vida. Confesso que volta e meia passava pela minha cabeça: “Meu Deus, que loucura! Estou andando de pedalinho em Praga, com minha mãe, meu filho e meu marido. Eu não poderia ser uma pessoa mais abençoada”.



Depois que saímos do pedalinho, fizemos um programa completamente europeu. Ficamos sentados na grama, no parque, pegando um sol, tomando uma cerveja e aproveitando a vida. Relaxante! Chique! Delicioso!

No final da tarde completamos a caminhada pela ponte e era turista para todo lado! Gente do mundo todo admirando as belezas desse lugar que, segundo Kafka, "Praga não deixa a gente ir embora, esta velha tem garras". A vista do Castelo com o sol se pondo é algo para ficar registrado por toda a vida na minha cabeça. Juro que nunca cheguei nem perto de ver algo tão lindo.



Às 8 horas da noite eu realizei um dos maiores sonhos da minha vida! Nós assistimos a um concerto na Igreja de São Francisco. Eu não sou capaz de retratar com fidelidade o que senti. Foram os 17 euros melhores empregados em toda a minha existência.  Um tenor, uma soprano, um órgão, uma Igreja linda e antiga, e as pessoas que eu mais amo no mundo ao meu lado. Acho que nem preciso falar mais nada…

Saímos dali nas nuvens.

De noite passeamos pela praça da cidade antiga, onde fica o famoso relógio astrológico. De hora em hora a imagem de Cristo e seus doze apóstolos gira por uma portinhola, e as pessoas se juntam para assistir. Vimos ainda lindos prédios, esculturas, gente bonita e alegre, e a vida pulsando em nossas veias. As garras de Praga já agarraram meu coração.

Ontem, acordamos bem cedinho e pegamos a estrada de volta para a Holanda. Passamos o dia na estrada, e meus pensamentos ficaram durante toda o percurso em Praga. Ir embora dali é uma coisa muito difícil.

 

 

 

 

 

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