Bremen, 15 de junho de 2016

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Bremen, 15 de junho de 2016

 

Tivemos dois dias incríveis em Bremen! Foi como se realmente eu tivesse sido colocada em um livro de contos de fadas, com todo mundo falando alemão. 

A cidade é a coisa mais linda do mundo! Sabe aquelas casinhas que a gente desenha no jardim de infância, com o telhado triangular, duas janelinhas com cortinhas e uma porta no meio? Aqui é exatamente assim! E o povo tirou toda a minha impressão que o alemão é fechado. Todo mundo sorridente e brincalhão. O idioma continou sendo uma dificuldade, eles falam ainda menos inglês que em Berlim, mas isso não foi impeditivo de nada, e as pessoas faziam questão de nos entender de alguma forma e aprendi várias palavras e frases e alemão que eles gentilmente me ensinaram, com muito boa vontade. 

A viagem de Laag Zuthem para Bremen durou mais ou menos umas três horas. Fizemos o check in no hotel por volta de duas da tarde. A antendente foi muito simpática, o quarto é confortável. Único ponto ruim é o wi-fi. Uma bosta! 

Largamos as malas, trocamos de roupa e saímos para o primeiro passeio na cidade. Estávamos mortos de fome, querendo comida de verdade, pois estávamos apenas comendo o delicioso pão com linguiça. Pertinho do hotel tinha um café e foi a primeira pausa. Para a nossa alegria as atendentes eram brasileiras. Elas ficaram super felizes de falar em português! Mas ali não servia almoço e elas nos falaram para ir ao centro da cidade, que certamente teria. 

Pegamos o carro e fomos. A cidade é linda demais! Tem um rio que a corta, por isso várias pontes deixam tudo muito romântico. Ali tem a fábrica da Mercedes Bens e da cerveja Becks (a melhor que tomei até agora, inclusive). Estacionamos onde tinha vários restaurantes e saímos caminhando. Encontramos um restaurante que parecia turco. E caracas, comi a comida mais gostosa de toda a viagem até o momento. Sabe aquele churrasco grego que tem em São Paulo? Então, tinha dois espetos daquele. Um com carne de frango e outro com carne de porco. Eu pedi o de porco. Ele colocava um molho de tomate em baixo de um pirex de porcelana branca. Aí em cima colocava muita carne, macarrão, bastante queijo e um molho branco. Pedimos a parte uma super salada, com repolho branco, repolho roxo, azeitona, queijo branco, cebola, tomate e molho de iogurte. Nossa Senhora!!!! Simplesmente divino! Chega à mesa ainda borbulhando e o tempero é sensacional. 

Caminhamos um pouquinho por ali para a fazer a digestão e tomarmos um cafezinho. Depois andamos mais um pouquinho pela cidade e paramos em um centro comercial com supermercado, lojas de roupa e uma sex shop. Fiquei impressionada com os preços baixos da sex shop e se eu tivesse com euros sobrando certamente faria uma feirinha para vender no Brasil. Quem sabe em uma próxima oportunidade? Claro que eu comprei umas coisinhas pra mim! (risos) 

Voltamos para o hotel por volta das oito da noite e o dia estava claro como se fosse três da tarde. Enquanto minha mãe e meu enteado resolveram ir dormir, eu e Samuel fomos andar pelo bairro. Percebemos que é uma área dos muçulmanos. Muitas mulheres de véu, o que me deixa muito triste com a submissão do sexo feminino em pleno ano de 2016, mas isso é assunto para outro post. 

No dia seguinte fomos tomar café da manhã em uma padaria. Meu filho me explicou que a Alemanha é famosa pela sua fabricação de pães e eu pude perceber o motivo. É tudo lindo, bem feito, caprichado. Com pouco dinheiro tomamos um café caprichado!

Saímos para passear e foi muito legal! A nossa primeira parada foi na Catedral de São Pedro. É uma igreja bem diferente de todas que eu já tinha ido. É uma mistura de decoração luterana, com católica e árabe. O teto é bem diferente, a decoração, tudo… Lá dentro tem um museu com peças de mais de 1500 anos. Dá um aperto no peito quando a gente chega perto dessas coisas assim, só de imaginar quanta história está ali impregnada, preservada. Embaixo da igreja tinha uma sala do silêncio, que deve ser uma experiência sensacional mas uma italiana sem noção tirou a minha graça pois chegou gritando e falando alto. Algumas pessoas fizeram um “shiiiiii” para ela, mas eu já fiquei logo brava e sai dali. Ou seja, tem gente sem noção no mundo todo. 

Andamos mais pelo centro da cidade e vimos várias esculturas. Tinha uma feira vendendo diversas frutas, legumes, queijos. Parecia cena de filme. Compramos cerejas, morangos, queijo. Me senti muito chique, andando pelas ruas alemãs, comendo cerejas e vendo esculturas. 

Em frente a prefeitura tem a estátua dos animais do conto dos Saltimbancos, dos irmãos Green, que na verdade chama-se “Os músicos de Bremen”. Diz a lenda que se a gente pega com as duas mãos nas pernas do porco e fizer um desejo ele se realiza. Fiz o meu! 

Ficamos o dia inteiro vendo as belezas de Bremen, tirando fotos e nos divertindo naquela bela cidade! 

Para fechar a noite, vivemos algo inesquecível! Uma sessão de jazz, nos porões da universidade de música, na terra dos músicos, no país que ama música! E meu enteado ainda deu uma canjinha no atabaque. 

Parece que estou vivendo um sonho.