Ituverava, 07 de janeiro de 2018

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No sábado o Samuel me chamou para fazer uma viagem para Ubatuba. Tinha mil séculos que não tirávamos férias, e fiquei bem insegura na hora de aceitar. Quem não gosta de pegar uma praia? Porém, o problema era o meio de transporte para lá. O insano do meu marido propôs que fôssemos de carro. Olhando assim de longe não parece nada fora do comum, não é mesmo? Mas acontece que nós temos um Fiat Uno 2009, com o qual a gente não é exatamente muito cuidadoso, e que estava precisando de uns ajustes com certa urgência.

 

 

Fiz uma chantagem emocional dizendo que eu só topava se ele fizesse isso, aquilo e aquilo outro no carro, achando que o “não” era garantido. Pois qual não foi a minha surpresa quando, na segunda-feira, uma hora da tarde, ele chegou em casa com todos os ajustes feitos, um sorriso gigante nas fuças e dizendo “pode pegar o protetor solar que a praia tá chegando”. Verdade seja dia, ele tinha que estar em São Paulo na terça, impreterivelmente, para resolver problemas pessoais, então, botei o juízo na sacola e resolvi embarcar com ele na jornada.

 

Pouco depois das duas da tarde pegamos a estrada. Tinha alguns anos que eu não fazia essa “road trip”, então era impossível não me empolgar com a ideia. Eu acho que viajar de carro é algo maravilhoso. Sinto que é uma oportunidade ímpar de conhecer lugares, ver paisagens e curtir sensações que nem o ônibus e muito menos o avião permitem. Tá bom, tá bom, eu gosto é de viajar, seja de que jeito for. E viagem de carro é o meu xodó.

 

Dirigi quase 5 horas seguidas, até parar em Uberaba. O Fiat Uno respondeu a todos os meus comandos, como ele sempre fez. Me julguem, eu converso com meu carro, parabenizo o seu desempenho e tenho um amor por ele que eu não tenho por muitos seres humanos. Mas, a parada oficial foi uma hora depois, em Uberlândia, para comprar queijos e doces na famosa loja “Zebu”. Vou falar uma verdade: isso já valeu mais a pena. Achei tudo muito caro, mas ainda assim, compramos um queijinho e uns doces, além de um pacote de biscoito de polvilho para ser consumido no carro mesmo.

 

Quando a gente saiu de lá já era noite. O plano inicial era ir direto para São Paulo, chegaríamos de madrugada. Mas eu realmente não curto estradas à noite. Eu não dirijo nem sob tortura depois que anoitece, pois não enxergo direito, e mesmo com o Samuel dirigindo eu fico insegura, por não estar com a visão 100%. Fazendo charminho convenci o Samuel a dormirmos assim que entrássemos no estado de São Paulo e, para a minha alegria, ele topou! Entramos em Ituverava.

 

Que coisa linda o pórtico da cidade! E achei interessante que havia uma estátua bem grande do Cristo no que me pareceu ser a avenida principal. Entrei no booking, mas não consegui reservar um hotel, e por isso fomos na cara e na coragem mesmo. O segredo é ir perto da rodoviária. Sempre há hotel com preço razoável por perto. E achamos um chamado “Flamingo”, que tinha uma carinha de motel. Pagamos 90 reais pela diária e na frente tinha um restaurante bem gostosinho e com um preço justo.

 

 

Terminamos a noite dando um passeio na pracinha da cidade, e com a promessa de acordar 4h30 da manhã no dia seguinte para pegar a estrada. Oremos!

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