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Fiquei realmente encantada em pegar a estrada para o litoral paulista. Toda a minha referência de praia é do nordeste, pois cresci indo para lá passar férias de verão. E por mais que eu já tivesse ido uma vez para Ubatuba eu não lembrava muito bem.

Saímos de São Paulo bem cedo, logo depois do café da manhã do hotel – que verdade seja dita, não era lá essas coisas. Não sei vocês mas eu sempre tenho altas expectativas em relação ao desjejum quando me hospedo em hotéis. Lá pelas 9h da manhã a gente já estava na estrada e por incrível que pareça, sair do perímetro urbano de São Paulo foi algo tranquilo.

Nunca me cansarei de elogiar as estradas dali. Sim, eu sei, tem pedágio. Sim, eu sei, o pedágio é caro. Mas o nível das rodovias paulistas é muito elevado! E tudo muito bonito!

Paramos para comer uma pamonha no meio do caminho e achei deliciosa. A minha referência é a pamonha goiana e a paulista é mais molhadinha e cremosa. Amei de paixão e quero comer de novo!

A descida da serra foi lenta, mas muito agradável! Está tendo uma obra no meio do caminho para fazer um túnel, pelo visto. E, obviamente, por se tratar de verão e período de férias parecia que metade da população brasileira tinha ido para lá. Mas é tudo tão bonito que vale a pena. Levamos pouco mais de 40 minutos para descer toda serra e chegar na cidade de Caraguatatuba. Paramos para tomar uma água de coco e ver um pouco da paisagem.

Voltamos para o carro e seguimos para Ubatuba. Foi mais lindo ainda pois fomos quase que o tempo todo vendo o mar. Para quem mora em Brasília ver o mar é sempre uma dádiva! Quando chegamos em Ubatuba por volta de umas duas da tarde a fome já apertava grande e resolvemos comer um peixinho. Dividimos um prato executivo muito bem servido, que custou R$22,00. Valeu muito a pena!

Após o almoço fomos para a casa da minha cunhada e fiquei muito feliz em rever a família. Eu estava morrendo de saudades de todos, em especial da minha sogra, uma pessoa que amo demais! No final da tarde, um banhozinho de praia e finalizamos o dia com um churrasquinho feito pelo Ramon, o sobrinho do meu marido. Tudo de bom! Comida boa, família unida e o barulhinho do mar ao longe.

 

 

* Acompanhe as fotos dessa e de outras viagens no meu instagram. @janaina_rico

 

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 Sim! A promessa de acordar às 4h30 da manhã foi cumprida com sucesso! Na verdade, eu não consegui dormir direito. Fiquei ansiosa e agoniada. Por volta de 4h da madrugada eu já estava levantando para tomar banho e, sob protestos, Samuel acordou às 4h30. Às 5h a gente já estava na estrada. Em compensação, no carro eu apaguei e caí nos braços de Morfeu com profunda intensidade.

 As estradas do estado de São Paulo definitivamente são um luxo, em todos os aspectos. Seguras, bem cuidadas, iluminadas. Mas também são caras. Os pedágios arrancam um bocado de dinheiro do nosso bolso. E os postos de gasolina têm as comidas mais caras do universo. Onde já se viu um misto quente custar quase dezoito reais, minha gente? Tem fios de ouro nesse presunto? E o café? Deve ser daquele que tem a bosta do besouro raro que vive nas montanhas do Paquistão, para poder ser a “bagatela” de R$ 8,50 o cafezinho. Nem a Kopenhagen tem essa cara de pau de enfiar tanto assim a faca.

 Enfim, lá pelas 10h da manhã chegamos na cidade de São Paulo. Tem uma coisa muito louca ao se aproximar da maior cidade do Brasil de carro, a gente enxerga uma densa nuvem cinza de poluição. Acho que eu posso vir mil vezes aqui que nunca deixarei de me espantar com isso. O trânsito estava muito intenso – como sempre – mas conseguimos chegar na Santa Efigênia no horário programado. A reunião do Samuel era numa padaria, com o mesmo nome do bairro, o que devo confessar que me deixou muito feliz. Lá é um lugar maravilhoso, que tem uma coisa que sempre amei comer e que nunca vi fora de São Paulo, a coxa creme. Trata-se de uma coxa de galinha inteira, com o ossinho ainda, que é envolta em uma massa parecida com a de coxinha e tem um creminho delícia entre os dois. Mas, para a minha frustração, o preço aumentou e o tamanho da coxa diminuiu. A padaria continua muito bonita e cheia de frufrus, mas a minha sonhada coxa creme foi um pouco decepcionante.

 Saímos dali e fomos dar uma volta pelo centro de São Paulo e, infelizmente, tive mais uma frustração. Eu sempre amei a Galeria do Rock por vários motivos. Era um ponto de encontro de gente descolada, alternativa, com produtos muito undergrounds, com preços baixos e que não se encontrava em lugar nenhum. Para a minha tristeza o que eu vi dessa vez foi um monte de loja vendendo a mesma coisa que eu encontro no país todo, basicamente camisetas divertidas, bonecos e canecas, por um preço proibitivo. Não comprei um ímã de geladeira sequer, pois não vale mais a pena. Eu entendo que hoje ali é um ponto turístico e tal, mas isso não me impediu de ficar bastante frustrada e decepcionada. Até mesmo um lugar onde o Samuel costumava tomar uma vitamina e era popular hoje virou uma daquelas lojas de suco de bolhas, tipo franquia, sem mais nada de pessoal ou alternativo. Mais do mesmo.

 Falando em mais do mesmo, saí dali e fui para uma Starbucks, editar vídeo, usar a internet e descansar um pouco das longas horas de viagem enquanto o Samuel dava um “rolê” (sendo bem paulista) com o Yuri, meu enteado. O cansaço bateu com força e quase dormi em cima da mesa mesmo. Ali que eu senti a lombeira da estrada. Já passava das duas da tarde, o calor estava de matar e tenho uma leve desconfiança que minha pressão deu uma caída.

 Quando nos reunimos os três novamente, fomos almoçar. Eu adoro esses pratos feitos de SP, mas não dou conta de comer um inteiro. Por isso, eu e Samuel dividimos um bife à milanesa que estava gostoso porém nada fora do comum.

 Nos despedimos do Yuri e fomos para o hotel que achamos em Santana. Tinha aquela carinha de motel. Custou noventa reais e tinha onde estacionar o carro. Tomei um banho gelado mas nem assim o calor aliviou. Ligamos o ar-condicionado na maior potência possível e demos uma boa dormida no final da tarde, o que proporcionou aquela revigorada sensacional.

 Lá pelas 6h da tarde eu acordei e comecei a fuçar na internet um lugar bacana para a gente comer. E achamos um lugar chamado “O famoso bar do Justo”. Ficava a menos de 10 minutos do nosso hotel. Como queríamos tomar cerveja e já não aguentávamos mais dirigir, deixamos o carro no hotel e pegamos um Uber. Até daria para ir caminhando, mas o meu pé estava doendo muito.

 Olha, o restaurante não é lá muito barato, mas valeu cada centavo investido ali! Que comida deliciosa! Eu estava muito a fim de comer a almondega que foi a recomendação virtual. E eu entendi o motivo. Com uma vinagrete de cebola e pimentão verde, o bolinho de carne era suculento, macio, com uma carne de excelente qualidade e um tempero que faz a gente suspirar. Depois o garçom nos indicou uma coxinha de costela, que a carne fica um dia inteiro no forno mas antes ficou dois dias nos temperos. E a massa é feita de mandioca e grão de bico, acompanhada de um aioli espetacular. Por fim, pedimos uma pancetta acompanhada de geleia de pimenta que, francamente, a minha vontade era de ir lá na cozinha aplaudir o cozinheiro. Nota mil!

 Exaustos, alimentados, levemente embriagados, voltamos para o hotel e tivemos uma noite dos justos.

 Dia seguinte: pegar a estrada para o litoral paulista.

 

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Não consegui atualizar o diário de viagem nos últimos dias pelo único motivo de: tô cansada pra caramba! Essa coisa de passar o dia todo ali no pavilhão do Anhembi deixa a gente acabada, viu?

No domingo o dia foi de muita animação com o lançamento do Cartas para um pai. O estande da Qualis ficou lotado o dia inteiro e eu radiante em dar autógrafos para leitores novos e antigos. Foi um barato! Distribuí muitos brindes, fiquei feliz pra caramba e tirei um bocado de fotos. 

Ah, preciso dar os parabéns para minha querida amiga Roxane Norris que autografou nada mais, nada menos do que 2 horas seguidas! Fiquei radiante por ela! 

De noite, eu, ela, o Danilo Barbosa e mais vários amigos participamos do bate-papo da The Gift Box. O auditório tava lotado! Pudemos contar um pouco da nossa história e nossas carreiras. Mais um momento de muita emoção. Guenta coração! 

Fiquei também um bom tempo no estande da Universo dos Livros! É impressionante. Cada dez minutos que passo lá dou pelo menos uns três ou quatro autógrafos. O povo tá levando muito do livro Tardes Sensuais e isso me deixa toda prosa! E quando tiram foto de mim para me colocar no instagram da editora? Me dá uma coisa louca por dentro, parece que ainda não consigo acreditar que sou uma autora mesmo daquela editora que eu sempre admirei tanto! Sou boba? Totalmente! Não tenho o menor problema em assumir. Mas é algo muito louco ver meu nome brilhando ali, naquela capa! E o frio na barriga que dá em saber o número de pessoas que vai ler meu texto? Ai, meu Deus! Melhor mudar de assunto antes que eu fique muito ansiosa por aqui! 

Na segunda-feira a Bienal estava mais um pouco vazia. Fiquei durante o dia passeando de lá para cá, até que no final da tarde recebi a notícia enlouquecedora que o “Sensualidade e erotismo para leigos” esgotou. Mas como assim, gente???? Em apenas 3 dias esgotou??? Sim, esgotou! A autora aqui ficou doida de alegria, pulou, comemorou, chorou!!! Gente, pelo amor de Deus, existe alguém mais besta que eu? Eu vibro mesmo!!! 

No final do dia tivemos o bate-papo Eu leio Brasil no estande da Astral Cultural, na arena Toda Teen. Foi muito maneiro!!!! A plateia estava recheada de autores e blogueiros e no palco tivemos as presenças de Josy Stoque, Luciane Rangel, Roxane Norris, Mila Wander, Robson Gabriel e LM Gomes! Foi incrível perceber como a literatura nacional evoluiu e os escritores hoje tem casa editorial, público, fãs! Fiquei toda boba mais uma vez! E haja a Janaina a chorar nessa Bienal! 

Terça-feira foi um dia mais paradão. A feira em si estava vazia e por isso, desconfiando que hoje seria assim também resolvi tirar o dia para ficar em casa. Está frio, me enrolei debaixo das cobertas, e nessa energia boa que estou da Bienal acabei escrevendo dois capítulos do meu livro novo! Doida pra ter alguma coisa para apresentar para vocês nos próximos tempos. Imagina! A louca tá lançando três livros na Bienal e quer mais??? Sim, vocês merecem sempre o meu melhor! 

 

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No sábado o Samuel me chamou para fazer uma viagem para Ubatuba. Tinha mil séculos que não tirávamos férias, e fiquei bem insegura na hora de aceitar. Quem não gosta de pegar uma praia? Porém, o problema era o meio de transporte para lá. O insano do meu marido propôs que fôssemos de carro. Olhando assim de longe não parece nada fora do comum, não é mesmo? Mas acontece que nós temos um Fiat Uno 2009, com o qual a gente não é exatamente muito cuidadoso, e que estava precisando de uns ajustes com certa urgência.

 

 

Fiz uma chantagem emocional dizendo que eu só topava se ele fizesse isso, aquilo e aquilo outro no carro, achando que o “não” era garantido. Pois qual não foi a minha surpresa quando, na segunda-feira, uma hora da tarde, ele chegou em casa com todos os ajustes feitos, um sorriso gigante nas fuças e dizendo “pode pegar o protetor solar que a praia tá chegando”. Verdade seja dia, ele tinha que estar em São Paulo na terça, impreterivelmente, para resolver problemas pessoais, então, botei o juízo na sacola e resolvi embarcar com ele na jornada.

 

Pouco depois das duas da tarde pegamos a estrada. Tinha alguns anos que eu não fazia essa “road trip”, então era impossível não me empolgar com a ideia. Eu acho que viajar de carro é algo maravilhoso. Sinto que é uma oportunidade ímpar de conhecer lugares, ver paisagens e curtir sensações que nem o ônibus e muito menos o avião permitem. Tá bom, tá bom, eu gosto é de viajar, seja de que jeito for. E viagem de carro é o meu xodó.

 

Dirigi quase 5 horas seguidas, até parar em Uberaba. O Fiat Uno respondeu a todos os meus comandos, como ele sempre fez. Me julguem, eu converso com meu carro, parabenizo o seu desempenho e tenho um amor por ele que eu não tenho por muitos seres humanos. Mas, a parada oficial foi uma hora depois, em Uberlândia, para comprar queijos e doces na famosa loja “Zebu”. Vou falar uma verdade: isso já valeu mais a pena. Achei tudo muito caro, mas ainda assim, compramos um queijinho e uns doces, além de um pacote de biscoito de polvilho para ser consumido no carro mesmo.

 

Quando a gente saiu de lá já era noite. O plano inicial era ir direto para São Paulo, chegaríamos de madrugada. Mas eu realmente não curto estradas à noite. Eu não dirijo nem sob tortura depois que anoitece, pois não enxergo direito, e mesmo com o Samuel dirigindo eu fico insegura, por não estar com a visão 100%. Fazendo charminho convenci o Samuel a dormirmos assim que entrássemos no estado de São Paulo e, para a minha alegria, ele topou! Entramos em Ituverava.

 

Que coisa linda o pórtico da cidade! E achei interessante que havia uma estátua bem grande do Cristo no que me pareceu ser a avenida principal. Entrei no booking, mas não consegui reservar um hotel, e por isso fomos na cara e na coragem mesmo. O segredo é ir perto da rodoviária. Sempre há hotel com preço razoável por perto. E achamos um chamado “Flamingo”, que tinha uma carinha de motel. Pagamos 90 reais pela diária e na frente tinha um restaurante bem gostosinho e com um preço justo.

 

 

Terminamos a noite dando um passeio na pracinha da cidade, e com a promessa de acordar 4h30 da manhã no dia seguinte para pegar a estrada. Oremos!

Clique aqui e assista o vídeo do Diário de Viagem

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Ontem cheguei tarde na Bienal e nem filmei muita coisa. Eu estava muito nervosa com os eventos que estavam para acontecer e preferi deixar para chegar mais pertinho do momento de rolar. O frio na barriga sempre se instala quando algo de muito importante está chegado e encontrar os meus leitores é uma das coisas mais preciosas que tenho na vida. 

Comecei com o workshop da Amazon. Foi simplesmente espetacular! O estande ficou lotado e pude falar sobre o que eu mais amo no mundo: a criação de livros. Foi um momento maravilhoso, ver os olhos brilhando de jovens escritores, querendo um espaço nesse louco mercado editorial. Amo ser professora de escrita criativa e todas as vezes que posso ajudar um iniciante me sinto fazendo algo realmente gratificante. 

Depois fiquei algumas horas com revoadas de borboletas passando pelo estômago. Esperei por anos para finalmente pegar o meu livro “Sensualidade e erotismo para leigos” pronto. E quando eu cheguei no estande da Alta Books e vi aquela pilha linda de livros nem fui capaz de raciocinar. 

Não existe sensação no mundo capaz de descrever o que é ver um livro ser publicado depois de quase quatro anos de pesquisa e muita luta na escrita. O “Sensualidade e erotismo para leigos” teve o seu lançamento ontem e foi muito melhor do que eu sonhei. 

É mágico, é encantador, é enlouquecedor ver esse livro. O evento foi delicioso e autografei bastante, para amigos/leitores e fiquei tão feliz que nem dá para escrever mais nada.